Translate

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

KTM RC125 e RC200 - 2014 - performance e destaque.

Por Waldyr Costa
Todas as fotos de divulgação da KTM.
Fotógrafo de estúdio: Mitterbauer H.
Fotógrafo de externas: Schedl R.
KTM 1290 Super Duke R, uma street fighter com 180cv, tecnologia que coroa a história da KTM no asfalto com a saga das Duke.

A KTM é conhecida mundialmente pela primordialidade na construção de motos off-road de competição. Então, quando a marca decidiu entrar no mundo do asfalto, muita gente achava que ela não ia se dar bem porque não tinha know-how neste segmento. Bem, o que se viu foi justamente o contrário. Revolução tecnológica e de engenharia motociclística colocaram os motores mono e bicilíndricos da marca entre os mais avançados também nesta categoria, sem contar com as resoluções aos problemas estruturais bem boladas e o uso de ótima tecnologia. Hoje a KTM é respeitada pela concorrência como uma marca inovadora e com produtos de alta eficácia. São produtos como a superbike 1190 RC8 R, a Duke 690, as Super Duke 690R, 990R e 1290R (da foto acima), e as Adventure em todas essas motorizações, para não mencionar as motards e off profissionais. E tudo isso está a caminho do Brasil, faltam apenas alguns riscos de caneta nuns pedaços de papel.



As pequenas RC 200 e 125 herdam a tecnologia da RC390, aproveitam toda a estrutura, diferindo basicamente na motorização. O quadro, freios e suspensão são basicamente os mesmos, e isso se torna uma vantagem quando se pilota uma dessas. Dá pra sentir que a sua estrutura é superdimensionada para aquele motorzinho esperto e que dá pra explorar tudo dela sem preocupação com estresse estrutural.


A irmã mais nova, RC125, usa um propulsor monocilíndrico de 124,7cc, também refrigerado a água, que gera bons 15cv para empurrar o peso de 143kg com o tanque de 10 litros completamente cheio.


Considerando que uma moto popular, tecnicamente inferior, como a CG125Fan, pesa aproximadamente 125kg em ordem de marcha, ou seja, nas mesmas condições, você pode pensar que a moto é muito pesada. Mas considerando que o quadro foi projetado para suportar o desempenho de uma moto de 400cc, com todo reforço estrutural e sistema de suspensão e freio superior, com ABS, além do motor com refrigeração líquida, que é mais pesado, até que o peso não é mal. Isso vai se refletir positivamente na eliminação de torções no quadro, que é uma má qualidade presente nessas motos com menos tecnologia e feitas para trabalhar no pesado, além da suspensão ser um primor e os freios idem, quando comparados com os das outras motos da categoria. 


Então a RC125 é uma moto premium nesse setor. É pra quem pensa em começar a aprender a pilotar e vai levá-la para o autódromo para começar a brincar. É pra isso que ela foi feita, pra você ir ao trabalho ou à faculdade, e no final de semana ir para um circuito brincar num track day.


A RC200 é irmã gêmea da 125, visualmente não dá pra notar facilmente a diferença, se não pelo número 200 na carenagem. Mas esta maquininha tem um trunfo poderoso em relação à 125: potência máxima de 25cv. E com apenas 2,5kg a mais que a RC125, o desempenho dessa 200cc vai deixar envergonhada qualquer dessas 250/300cc de rua que não tenha veneno nas veias. A líder de vendas nessa faixa é a Honda CB300R que gera 26,5cv para mais de 168kg completamente abastecida, enquanto que a KTM RC200 tem apenas 145,5kg nas mesmas condições, mas sua concorrente direta seria a CBR250R (enquanto a 300 não chega) com seus 26,4cv para os seus 169kg em ordem de marcha. Considerando uma diferença de quase 25 quilos a menos, essa 200cc já faz a festa no setor.


Só pra dar uma leve ideia do poderio tecnológico dessas três pequenas RC - 125, 200 e 390 -, elas contam com suspensão dianteira invertida com tubos telescópicos (upside down) de 43mm da marca WP, é o mesmo diâmetro de tubo que equipa a superbike de 1200cc RC8R. A suspensão traseira também é com amortecedor WP, a balança mistura tecnologia de vigas com treliça para obter maior rigidez estrutural e praticamente nenhuma torção. O quadro é derivado da Duke, com modificações tecnológicas derivadas da Moto3 e ajustes para ter maior ângulo de esterçamento - são 66,5º - e menor altura do solo. 


O painel é completamente digital, LCD, com shift-light, indicador de marcha, combustível e manutenção. Os semi-guidões são de alumínio forjado e melhoram a sensibilidade na pilotagem. O motor é com duplo comando no cabeçote e 4 válvulas, a injeção eletrônica favorece ao torque e a potência, tem um eixo balanceador para maximizar a suavidade de funcionamento. Os freios foram desenvolvidos em conjunto com a Brembo e contam com pinças de 4 pistões contrapostos 2x2, disco de 300mm na frente e disco de 230mm com pinça simples atrás, ambos têm ABS. Rodas de liga com 17 polegadas e pneus 110mm na frente e 150mm na traseira. O silenciador é posicionado sob o motor para ajudar na centralização das massas. O tanque veio direto das pistas para estas pequeninas. São realmente motos superiores.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

ATENÇÃO: seu comentário passará pelo moderador antes de ser publicado, então não será publicado imediatamente. Procure escrever em bom Português e não utilize linguagem ofensiva. Se comentar como anônimo, informe seu nome. Comentários desrespeitosos, ofensivos e com linguagem imprópria serão excluídos.