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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Honda MSX 125 Grom, caberia bem em nosso mercado se fosse produzida aqui no Brasil.

Por Waldyr Costa
Imagens e dados de divulgação da Honda Europa.


Continuando com a série de motos que deveríamos ter em nosso mercado, apresentamos a MSX 125 Grom, que foi lançada no início de 2013, abrindo um ano de boas novidades da Honda. Na Europa ela se chama somente MSX 125 e na América do Norte seu nome é Grom. O nome MSX vem de Mini Street X-treme ou Mini Urbana Extrema em português.



Para nós que temos a "super-popular" POP 100 na linha nacional da marca, é um prazer visual ver uma maquininha dessas, com design alternativo e um quê de qualidade que se destaca logo na primeira olhada. É uma versão de primeiro mundo de nossa Pop 100 para gringo ver e usar. Claro que essas duas motos não tem nada em comum, é apenas uma alusão que faço entre a qualidade que temos e que poderíamos ter nos produtos de entrada de nosso mercado. 


As grandes marcas enfrentam a concorrência não muito leal dos produtos asiáticos nas mesmas categorias, com qualidade e preço inferior, mas tirando os possíveis compradores das motos das marcas mais tradicionais. Ao invés destas grandes melhorarem seus produtos e tornarem os preços mais competitivos, é criada uma geração de produtos com qualidade e preço inferiores para se nivelarem por baixo com as "xinglings" da vida e obterem uma fatia deste mercado classe D/E, que emerge como consumidora de transporte pessoal individual. Que, por falta de informação e conhecimento, não preza muito pela qualidade e sim pelo preço, apenas importando ter e poder pagar pelo seu veículo.


A MSX 125 Grom é uma moto super compacta, fácil de pilotar e prática, graças as dimensões de sua estrutura serem equivalentes ao de uma pequena 125 convencional. É uma nova leitura sobre as motos de lazer e transporte, para a escola ou trabalho, daqueles que estão se iniciando no mundo motociclístico. Tem um desenho muito característico e carismático. Carrega consigo um motor suave e com câmbio de quatro marchas (lembram da Pop?), destinada ao uso estritamente urbano. É como se fosse a moto concorrente dos scooters, tanto em volume como em altura, peso, consumo, pneus e tudo mais. Mas sem deixar de ser essencialmente uma motocicleta.


Essa pequena moto é uma releitura da Honda Monkey de 1963, mas não com um design clássico e sim com uma perspectiva futurista, recheada de tecnologia e modernidade. 
Atualmente ela só está sendo produzida na Tailândia, é um meio termo entre uma mini moto e uma moto de tamanho "normal". O seu pacote tecnológico inclui itens como suspensão invertida à frente e monoamortecida atrás, moderna injeção eletrônica, quadro super rígido e robusto, discos de freio na frente e atrás, rodas esportivas de 12 polegadas com pneus largos de perfil baixo. 


E a Honda tem grandes expectativas de vendas deste modelo no mercado mundial mas, aparentemente, aqui no Brasil, ela só teria chances se fosse produzida aqui, ao invés de ser importada, o que deixaria seu preço final pouco competitivo devido às altas restrições de importação em nosso país.


A Honda tinha algumas metas a atingir ao desenvolver a estrutura chassis/suspensão da MSX: o conjunto deveria ter praticidade para o usuário iniciante pilotar, manobrar e estacionar com facilidade no ambiente urbano; mas também precisaria ser utilizável fora da cidade e também ser realmente capaz de levar um passageiro.


Isso resultou em um quadro com coluna única central, que tem bastante rigidez e liga a caixa de direção ao eixo da balança traseira. Todas as outras partes são destacadas do quadro, o que contribui para o aspecto minimalista da MSX. Especificamente configurada para ter rigidez vertical e horizontal, com flexibilidade no eixo da balança traseira e também nas placas de suporte do motor favorecem um bom equilíbrio o conforto e a confiança do novato.


A nova estrutura do quadro também oferece instalação mais eficientes dos compomentes eletrônicos e elétricos sem afetar a capacidade do tanque de combustível de 5,5 litros. A distância entre os eixos ficou em apenas 1200mm, com rake e trail de 25º e 81mm. O peso total é 101,7kg. A MSX 125 tem a altura do assento a acessíveis 76,5cm, facilitando muito a capacidade de manobrá-la.


Um dos objetivos do projeto era superar em qualidade as suspensões  dos veículos da categoria, então a Honda equipou a MSX com garfos telescópicos invertidos (USD: upside down) de 31mm que reduzem o peso não suspenso e aumentam a eficiência da suspensão, coisa de moto top. O conjunto de mesas superior e inferior é equivalente ao de uma moto de grande porte para aumentar a sensibilidade e a manobrabilidade direcional, enquanto que a suspensão traseira trabalha com uma balçança monoamortecida formando um conjunto leve e eficiente.


As rodas de liga de alumínio, com seus raios em forma de Y, da MSX 125 Grom são um show à parte. Têm 12 polegadas de diâmetro, 2,5 polegadas de largura e montam pneus 120/70 na frente e 130/70 atrás. Formam um conjunto bonito e leve, com uma dinâmica diferenciada, tanto em design quanto em desempenho. E os freios que mordem essas rodas são com pinça dupla e disco de 220mm à frente e pinça simples com disco de 190mm atrás.


O farol com lente convexa de policarbonato utiliza lâmpada halógena HS1 de 35/35W, o refletor tem um anel luminoso azulado em volta do bulbo da lâmpada e LEDs são usados nas luzes de posicionamento. O painel de LDC é de fácil leitura e com as principais informações necessárias, como velocidade, odômetros parciais, combustível e horas, selecionáveis através de botões nas laterais do visor.


O motor da pequena MSX é um 125cc com duas válvulas, refrigerado a ar, e é um velho conhecido da linha de produção da Honda, onde já tem dez anos de estrada e quase um milhão de unidades produzidas. Atualmente equipa também o scooter Wave 125i e é reconhecido pela economia, facilidade de uso e durabilidade. Este motor foi melhorado para equipar a MSX, otimizando a eficiência geral do propulsor. O Câmbio de 4 marchas é otimizado para uso urbano, permitindo também a utilização em vias expressas onde baixas são permitidas. Um sofisticado sistema de injeção eletrônica permite alta eficiência na combustão, e trabalha em conjunto com a admissão e o sistema de escape para permitir uma resposta mais empolgante nas acelerações. O filtro de ar tem três litros de volume e o elemento filtrante só precisa ser trocado a cada 16.000km. 


O motor tem potência máxima de quase 10cv @ 7.000rpm e troque máximo de 1,1kgfm @ 5,500rpm. O consumo esperado é próximo a 66km/l. A bateria é de 3,5Ah e tem potência máxima de 160W @ 5.000rpm. É capaz de fazer uma volta em apenas 1,9m de diâmetro. 


16 comentários:

  1. muito legal esse modelo pena que só tem lá fora esse modelo importando de portugal nao sai por menos de 13 mil reais incluindo tudo o que fica difícil e pagar impostos a receita federal de 60% mais 19% de alíquota fora os 900 dolares para o despachante na alfandega

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  2. gostaria de informação de como entra em contato com a loja que venda essa moto se alguém conhece pode mim da um ajuda ime pauloandre1985@hotmail.com

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    1. Olá Paulo. Por enquanto só por importação. A Honda oficialmente não tem este modelo disponível no Brasil. Procure uma importadora na sua cidade e faça um orçamento para ver se vale a pena.

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    2. quando a honda irá produzir esse modelo aqui no brasil pois ja passou da hora dessa pop100c sair de linha

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    3. Olá. É pouco provável que a Honda produza esse modelo aqui no Brasil, além de ser um estilo de moto que nunca foi montado por aqui - monkey - ela é muito pequena, compacta, precisaria de um sério estudo de mercado e um longo trabalho publicitário. Com isso Grom ficaria num patamar de preço mais elevado que as outras motos da categoria, isso significaria baixas vendas, é tudo o que a Honda não quer. Lembra de modelos com a Varadero e a CB1300? Para uma montadora pequena seria um ótimo negócio, mas para uma gigante do porte da Honda isso não interessa.

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    4. Num país de 210 milhões de habitantes com um mercado 2 rodas sempre crescendo , sei lá , não acho que seria um negocio tão ruim pra Honda não , ia vender mais que na Europa inteira .

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  3. OBRIGADO PELA RESPOSTA ENTAO SOMENTE PELA IMPORTAÇAO ESTIVE COMNETANDO COM UM AMIGO MEU E ELE ME DISSE QUE O PRIMO DELE EMPORTOU UM MODELO DESSE PELA LOJA DA HONDA LÁ EM PORTUGAL LISBOA SENDO QUE NAO ME PASSOU O VALOR TOTAL A SER PAGO QUANDO A CHEGAR NA RECEITA

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    1. É amigo, e depois da Receita ainda têm uns procedimentos no Detran, inclusive com risco de pagamento de ICMS. Inclua isso nos seus custos. Procure saber o quanto ficou o valor final da moto já emplacada e devidamente licenciada. Fazer o custo só com o valor da importação pode lhe trazer surpresas financeiras desagradáveis.

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  4. essa moto ja esta aqui no brasil e se chama shineray minds de 50c

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    1. A Shineray Mind é uma imitação da Honda MSX 125, é tanto que a moto da Shineray tem motor de 50 cilindradas e preço R$ 6.000. É a mesma moto, porém com motor de Shineray 50 cinquentinha.

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    2. Menos, pessoal. Dizer que é a mesma moto já é demais. A Shineray é conhecida por fazer maus clones (que já lhe renderam processos), material muito inferior e durabilidade também. Não comparem. Aqueles que gostam e querem arriscar, beleza. Mas nem de perto é a mesma coisa. Só parecer igual não é o suficiente, principalmente pela qualidade da Grom.

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    3. A Shineray produz a moto juntamente a Wuyang e a Wuyang tem acordo industrial com a japonesa Honda, tendo total acesso ao modelo GROM para produção própria. Então eh errado dizer que a mesma pode apresentar grandes diferenças com a produção feita pela honda.

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    4. Fique à vontade para apresentar os documentos nos quais a Honda autoriza sua moto ser clonada por outro fabricante. Ou então apresentar o projeto construtivo da Shineray, que mostra que o processo produtivo é o mesmo utilizado pela Honda, aplicando os mesmos materiais, incluindo os mesmos fornecedores e com a mesma qualidade da Honda.

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  5. essa moto ja esta no brasil como shineray minds de 50c

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  6. Como sempre esse nosso Brasil e tudo mais demorado para termos novidades tudo aqui e difícil

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