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segunda-feira, 7 de abril de 2014

Suzuki GW250 Inazuma: conforto, estilo e qualidade para as ruas.

Por Waldyr Costa
Imagens divulgação.
Os dados e informações constantes nesta publicação incluem pesquisas sobre avaliações e medições feitas por revistas internacionais.

Chegando às lojas no próximo mês (maio/2014), a Inazuma não vai ter vida fácil no mercado. A letargia da Suzuki do Brasil em trazer esta moto antes, quando ela foi lançada no exterior, em 2012, pode lhe custar bem caro. A classe das motos urbanas de 250/300cc está cada dia mais competitiva e a maior parte da "garotada" gosta de motos com estilo moderno e com desempenho apimentado.




A Suzuki tem alguns trunfos na manga para fazer esta pequena conquistar sua parcela de mercado. A moto tem o motor mais suave da categoria, conta com bons amortecimentos em diversas partes para reduzir as vibrações, boa economia de combustível na cidade, acabamento esmerado, o melhor conforto entre as street dessa faixa, regulagens nos manetes, ergonomia mais estudada, design irmão da B-King 1340cc, estilo diferenciado e volumoso. Contra ela está o maior peso do conjunto, motor com desempenho menos agressivo e o estilo que pode não ser agradável ao motociclista modernista.


Olhando a moto pelo lado mecânico, temos um motor quatro tempos de dois cilindros em linha, com refrigeração líquida e comando simples no cabeçote. Capacidade volumétrica de 248cc, taxa de compressão 11,5:1 e câmbio de seis velocidades. O escape é duplo, com uma ponteira de cada lado da moto. O peso bruto total, com tanque cheio e pronta para uso, é de 183kg. O quadro é de berço duplo, com distância entre-eixos de 143cm e altura livre do solo de 16,5cm. As suspensões dianteira e traseira são simples e sem regulagem na frente, porém com 7 níveis de regulagem na pré-carga da mola traseira. Rodas de 3 raios e 17 polegadas, com pneus 110/80 na frente e 140/70 atrás. O tanque tem capacidade para 13,3 litros e pode chegar a autonomia total de mais de 300km na cidade, com consumo acima de 25km/L. Nas rodovias a autonomia pode cair muito se tentar manter a moto na faixa dos 120km/h, deve ficar lago em torno de 220km, com consumo abaixo de 20km/L. Mas se for pilotada respeitando as leis e normas de trânsito, no estilo direção defensiva, o consumo provavelmente vai variar entre 20 e 27km/l. O comportamento geral é muito suave e a moto quase não vibra.


A embreagem tem acionamento leve e progressivo. O acelerador é bastante civilizado e não vai dar sustos. A entrega de potência é linear, sem oscilações no aumento das rotações. O desempenho do motor fica um pouco prejudicado pelos quilogramas extra que acompanham a moto, que prejudicam também os excelentes freios, evitando uma performance mais poderosa. O banco é largo e macio, confortável para garupa e piloto. A ergonomia foi trabalhada para o uso urbano e permite uma condução relaxada e prazerosa, bem menos cansativa que com uma moto de estilo esportivo. O acabamento é bastante cuidadoso, com bons encaixes de peças e bom acabamento nos metais. O painel é grande e completo, conta com um tacômetro (conta-giros) analógico (tipo relógio), com bastante informação. Além da rotação e da velocidade, tem horas, dois marcadores parciais de quilometragem (trip meter 1 e 2), marcador de combustível, indicação de marcha engatada e as tradicionais luzes de alerta. O farol conta com lâmpada 55/60W e oferece boa iluminação, sendo acompanhado por duas lâmpadas de posição. A lanterna traseira é combinada e tem iluminação forte.


O comportamento do motor foi ajustado para uso urbano, tanto na entrega de potência como no crescimento das rotações. O torque aparece cedo e o motor não é daqueles que gira alto. A potência máxima de 24,5cv @ 8.000rpm e torque máximo de 2,24kgfm @ 6.500rpm, é na medida certa para quem quer e pode começar a vida motociclística com uma 250cc. Suficiente para chegar a cerca de 140km/h, contudo o velocímetro otimista, como qualquer outro, insiste em marcar bem mais. Vale lembrar que a maioria das montadoras apelam para o erro proposital do velocímetro como forma de dar a ilusão ao motociclista que a moto está indo mais rápida, para satisfazer o ego daqueles (a maioria dos iniciantes) que acham que velocidade é tudo, especialmente nas motos de baixa cilindrada. Lembramos a você, que só se preocupa com a velocidade máxima e o consumo, que isto varia de moto para moto, mesmo sendo o mesmo modelo e ano de fabricação, como também varia com a qualidade da pilotagem. Portanto, os dados anotados aqui não servem de regra nem parâmetro de comparação, são apenas valores referenciais para dar uma idéia do desempenho. 


Embora o peso seja um ponto contra, outros atributos como manete de freio com 5 regulagens, banco largo e macio a apenas 78cm de altura, boa ergonomia, alça de garupa mais anatômica e estilosa, ausência de vibrações, suavidade de funcionamento, painel com "conta-giros de ponteiro" e boa ciclística, contam muito a favor. Sem falar na economia sob uso urbano civilizado. Sua aparência de moto grande é graças ao desenho copiado da irmã maior, a B-King 1340, tanto que em alguns países o apelido de "mini B-King" pegou. As saídas de escapamento dos dois lados da moto oferecem requinte e equilíbrio visual, embora não favoreçam ao peso.


Vamos aguardar mais uns dias para ir nas lojas checar pessoalmente a versão "Made in Brazil" da Inazuma. As cores disponíveis serão a preta, a vermelha e a combinada azul/branco. Na Ásia há uma versão com ela semi-carenada, mas não a teremos aqui por enquanto. O seu sucesso pode estar diretamente atrelado ao valor final de venda nas convessionárias. A princípio esse valor foi estimado em R$ 15.000,00 mas como não há nada oficial sobre o preço, nem mesmo há consórcio anunciado, ficamos na expectativa sobre o que a Suzuki vai fazer para deixar sua 250 mais competitiva no mercado.



23 comentários:

  1. WALDYR, conheci o blog há uma semana. . E já sou fã do se trabalho. Gostei muito da publicação sobre a bandit 1250, moto ao qual está na minha lista de superdesejadas.. e logo estará na minha garagem.
    GOSTARIA Q VC Falasse sobre a next 250. O PESSOAL ELOGIAM MUITO ESSA MOTO. NÃO ENCONTREI NADA SOBRE ELA NO SEU BLOG.
    UMA BOA IDÉIA SERIA FAZER UMA MATÉRIA SOBRE A NEXT 300, a T3 da SYM.. Q logo vai chegar ao Brasil, eh o q espero.
    Kara vc é um gênio. . Seu site já tá na lista dos favoritos do meu navegador opera! Sucesso!!!

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  2. Olá, muito obrigado pelos elogios. Que bom que está gostando. Realmente ainda não temos material sobre a Next, mas ela está na lista, juntamente com outras. Ainda temos algumas limitações porque não somos uma mídia de massa, como as revistas famosas, que têm prioridade das montadoras para pegar motos para avaliação porque geralmente divulgam matérias "pagas". Quem sabe este ano conseguimos algumas para testar? Boa sorte.

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  3. Lucas- Obrigado por responder o meu comentário. Seria muito interessante se vc conseguisse pegar uma moto pra testar, pois vc sabe comentar todos os detalhes da moto como poucos escritores deste nicho. Sucesso!

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  4. Parabéns pelos comentários equilibrados com bom senso e imparcialidade. Sou motociclista e conhecedor de motos há mais de 30 anos, portanto conheço um pouco do ramo... continue com suas matérias porquê são muito boas!

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    1. Obrigado pessoal. É sempre bom ter o retorno de vocês sobre como estão as matérias. Agradeço também as sugestões e as participações com dicas e comentários. Continuem ligados.

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  5. Comprei e estou satisfeito com o comportamento da Inazuma na estrada para onde é mais indicada devido seu peso para manobras no transito. Estilo imponente e potencia media o bastante para uma boa subida de serra com piloto e garupa. Velocidade final boa pois temos as ameaças constantes de radares catando dinheiro por todas as vias. Retomada de velocidade ela se mostra muito capaz o ponto alto o consumo, mesmo sendo bicilíndrica fica em um ponto muito confortável para o bolso, ela faz tranquilo com variações de velocidade os 34 Km/l. No mais agora é só curtir muitos passeios .*. Um fraterno abraço aos amigos que torcem o nariz para o que é lançado fora da caixinha Honda e Yamaha.

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    1. Muito obrigado pela participação. Quando quiser escrever mais fique à vontade. Se puder deixar seu nome e/ou cidade, podemos lhe agradecer pessoalmente por aqui mesmo. É interessante para o poessoal que lê saber de onde é, ou quem é o motociclista que comentou. Boa sorte e pilote consciente.

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  6. Boa noite, amigo, muito esclarecedoras suas informações sobre a Inazuma, tenho uma CB 300 que estou trocando nela esta semana. Qdo andar na menina no dia a dia, darei meu parecer, caso vc permita. Parabéns!! sucesso.

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    1. Parabéns pela aquisição, motociclista. Fique à vontade para fazer o seu relato quando quiser. Boa sorte e pilote consciente.

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  7. boa tarde a todos, meu nome é Luis, sou de Araçatub-sp e mais um feliz proprietário de Inazuma, comprei a 2016 azul por 13.900 a vista na concessionária suzuki local

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  8. continuando, estou ansioso por fazer a primeira média de consumo, já ouvi aqui no blog falando em 34 km/l acho muito improvável, mas daqui 3 dias já poderia postar a média que estou fazendo com ela, vou rodar ao menos 200 km para encher o tanque e comprovar, falta uns 60 km ainda. Estou pensando em trocar os escapes duplos originais por uma ponteira única do lado direito, esses dias vi os escapes originais e imagino que pesem em torno de 7 kg cada, portanto se eu colocar um só de 5 kg, estarei reduzindo o peso total da moto em pelo menos 9 kilos e isso certamente ajudará na agilidade da motocicleta

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  9. no começo da semana que vem vou postar a média de consumo exata que eu terei feito e mais algumas considerações que farei a respeito do comportamento geral da moto, Luis de Araçatuba.

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    1. Parabéns Luiz. Enquanto estiver amaciando o motor o consumo é um pouco maior, é normal. Respeite os limites de rotação e a km indicados para amaciamento, esse período inicial influencia muito na durabilidade total do motor. Pegue leve no começo e não deixe de fazer a primeira troca de óleo na km indicada, essa primeira troca dá uma limpada nos resíduos dos primeiros 1000km de amaciamento. Verifique se a troca do escape não faz você perder a garantia, veja isso na autorizada. É possível que eles tenham sensores eletrônicos, neste caso não é recomendável a troca, pois pode deixar a moto com mau funcionamento. Como você teria que trocar o coletor para deixar com um escape só, isso provavelmente eliminaria os sensores eletrônicos importantes para a injeção eletrônica. Consulte antes de fazer isso. Boa sorte e pilote consciente.

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    2. acabei de fazer uma média de consumo, 100km de estrada e 110 de cidade, fez 24,5km/l esta dentro do esperado visto que estou acelerando sempre no máximo das rotações recomendadas para o amaciamento, portanto se andar em rotações mais baixas poderia ter melhorado para uns 27 km/l. A moto é muito boa, motor muito silencioso, vibra pouquíssimo, mas o peso total dela me incomoda, talvez depois de amaciada melhore nas acelerações...

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    3. estou conversando aqui com um mecânico que faz escapes, ele disse que faz um com 3 kg aproximadamente, ai elimina uma saída do lado esquerdo, ele conhece bem do assunto e disse que não vai interferir no funcionamento correto... dessa forma estaria eliminando 10 kg do peso total do conjunto, essa moto para a cidade da forma como está projetada não está legal, na estrada ela melhora muito depois das 7.000 rpm e anda bem com suavidade.

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    4. Olá Luiz. Não se deve andar o tempo todo no limite de rotação, esse limite é só pra você não ultrapassar caso faça alguma aceleração mais forte. Pode usar a moto normalmente sem ter que ficar perto do limite de rpm. Vai ser melhor para você ($) e para a moto. Observe que existe também um limite de peso para colocar na traseira da moto no caso de uso do baú. Este valor normalmente tem no manual e, no cálculo, a gente inclui o peso do baú e seu suporte/base. Excesso de peso na ponta do chassis traseiro reduz a estabilidade da moto. Agradeço as suas contribuições. Boas jornadas.

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  10. prá quem quiser colocar bauleto na Inazuma tem para comprar da marca Chapam, custa em torno de R$ 120,00 mais frete, produto bom e muito resistente, dá pra colocar bauleto grande e por até uns 10 kilos dentro, instalei na minha essa semana e estou usando um baú givi nacional de 35 litros que paguei R$ 300,00 tem baus mais baratos também, da propria Givi e outras marcas. Tem um da GOW de 33 litros que custa em torno de R$ 120,00 é razoável, já usei no passado, funciona bem.

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  11. Na verdade, se você não esticar as marchas até próximo dos 5200rpm que são as máximas recomendadas ate os 800 km a moto não anda, rsrs. Ela é muito pesada prá cidade, na estrada o peso extra até ajuda na estabilidade. Já amaciei muitas motos, sempre respeitando os limites que cada fabricante coloca como base, atualmente tenho uma Vstrom650 2016 também que comprei usada. Sobre o bauleto, coloco as vezes até 10 kilos para um pequeno trajeto do mercado até em casa só, não pode exagerar no peso até para não forçar o lugar do quadro onde o bagageiro foi fixado. Sobre aceleração não fico o tempo todo em rotação alta, só entre as mudanças de marcha. Obrigado.

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  12. comprei uma 2016 por 13900. Ela é ótima.Acabamento acima da média das 250/300. A moto mais confortável da categoria. O ronco do motor quando acelera parece moto mais potente. Está fazendo 26km/litro na cidade e 29 na estrada andando a 100/110km/h. Na cidade é pesada quando parada, mas é só colocar em movimento que nem sente o peso.Tem bom torque em baixa. Para mim,os pontos fortes são conforto e acabamento. Materiais de ótima qualidade, bem superior a das monocilíndricas. Na estrada mantém tem outra vantagem: Andar a 120/130 km/h sem estar com o motor esgoelado e sem vibração.

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    1. Obrigado pela valiosa contribuição. Boa sorte e muitos km de diversão.

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  13. Essa moto é simplesmente perfeita! Eu tenho uma e estou totalmente satisfeito.

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  14. Boa noite a todos! Belo blog Waldyr Costa. Tenho Inazuma 2015/16 com 7500km de alegria.Moro em Uberaba MG. A Iná chama atenção mesmo.Paro para abastecer e já vem o pessoal , os curiosos com os mais variados elogios. E a Iná é boa mesmo, em gênero,número e grau...economia entre 23 a 34 km por litro. De partida para Bertioga...Abraço a todos, Ronaldo José...

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    1. Ótima participação, Ronaldo. Obrigado por sua contribuição. Fique à vontade quando quiser escrever mais sobre ela e suas viagens. Boa sorte e pilote consciente.

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