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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Suzuki GSR250F 2015: uma Inazuma carenada.

Por Waldyr Costa
Imagens divulgação

A Inazuma ganhou carenagem integral e mudou de nome para estrear no mercado japonês,
com boas chances de ser apresentada à Europa no salão Intermot 2014 que acontecerá em outubro.

A Inazuma ganha mais uma derivação. Depois da versão S (semi-carenada), chega a GSR250F, com carenagem completa. O modelo estréia no Japão este mês. Como os mercados que receberam a Inazuma, com exceção do Brasil, também receberam a versão S, é bem provável que ela entre em comercialização também na Europa, América do Norte e Ásia. A JToledo não trouxe a versão semi-carenada para o Brasil, resta a esperança de que, com a aceitação maior do mercado brasileiro por motos carenadas, a GSR-F chegue em 2015.

A Inazuma é líder de vendas em vários países da Europa, superando as CBR300R, Ninja 300, e outras 250/300cc.
A Suzuki Inazuma vem se dando bem em muitos países. Surpreendentemente até superando as rivais, que têm mais tempo e tradição no mercado. Na Inglaterra, por exemplo, fechou o ano de 2013 liderando a categoria de motos com motores entre 200cc e 400cc. Inclusive foi considerado uma surpresa suas vendas terem superado até a CB500F, que tem preço muito competitivo por lá.

A Inazuma na versão naked tem um belo desenho, mas as versões semi e carenada não são uma unanimidade.
As pinturas também estão com opções de gosto bastante duvidoso, o que salva são as versões toda preta ou vermelha.

A possibilidade de ter uma esporte-turismo de baixa cilindrada certamente agradaria a muitos iniciantes. Uma moto confortável, elegante, econômica e de fácil manejo, que apenas destoa pelo peso em ordem de marcha. Na versão com carenagem integral chega a 189kg (com tanque cheio), embora não transmita essa sensação durante a pilotagem. Mas isso não afeta o consumo médio da GSR250F (cerca de 30km/l) em relação ao da Ninja 300 (25km/l - 172kg) e ao da CBR300R (30km/l - 164kg, o peso de todas é com tanque cheio - consumos aproximados e com  valores arredondados para simplificar a comparação). Esses consumos são obtidos considerando um percurso padrão rodoviário com duas pessoas de 70kg a bordo. Como dá pra notar, a Suzuki fez um ótimo trabalho no motor da sua bicilíndrica de 250cc, que consegue ter o mesmo consumo do monocilindro de 300cc da Honda, mesmo carregando 25kg a mais. Sem contar que os motores bicilíndricos costumam consumir mais que os monocicíndricos.

Mesmo pesando mais, a GSR250F consegue ter o mesmo consumo de suas concorrentes nas mesmas condições de uso.
A excelente economia das GW, GSR-F e Inazuma têm um preço: elas não são daquelas motos que empolgam muito ao acelerar. Em troca, elas oferecem o melhor pacote de itens para o piloto, tem acabamento esmerado e aparência de moto de média cilindrada. Ao final, se somente velocidade final e aceleração não são o mais importante para você, as bicilíndricas de 250cc da Suzuki são uma ótima opção. Vão bem na cidade e na estrada, sem comprometer um item sequer do conjunto geral da motocicleta. 

O preço da Inazuma tem sido contestado nas redes sociais e alguns fóruns. Muitos queriam que ela viesse com preço
de moto "xing-ling", mas essa é uma autêntica Suzuki, com a qualidade, a tecnologia e a confiabilidade de sempre da marca.

Outra questão que tenho visto o pessoal reclamar é sobre o preço. Considerem que a moto é um motor bicilíndrico com refrigeração líquida e que a moto vem muito bem equipada desde o painel até o acabamento geral, com freio a disco nas duas rodas - embora sem ABS. As pessoas aceitam pagar até 16 mil Reais numa moto 300cc monocilíndrica, com refrigeração a ar, tecnicamente muito inferior a esta e reclamam dos 16 mil que estão pedindo pela Inazuma. Ora, não está faltando coerência, não? 

O que é melhor, invariavelmente custará mais, simplesmente porque materiais mais nobres e mais complexos têm custo de produção mais alto. Isso não quer dizer que o preço da moto está barato ou acessível, apenas ela custa o justo se compararmos com os outros modelos equivalentes. Uma Ninja 300 tem arquitetura similar de motor, embora com proposta diferente, e custa mais de 20% acima do valor da Inazuma. Mas é justo, pelo desempenho do motor, embora isso sacrifique imensamente o consumo. Não procurem uma moto que faça 40km/L a 200km/h que isso não existe. Ou uma coisa ou outra.

As especificações técnicas não mudaram e são as mesmas da Inazuma, também conhecida como GW250:

Motor
Tipo: quatro tempos, bicilíndrico paralelo
Refrigeração: líquida
Tipo de comando de vávulas: simples, no cabeçote
Válvulas por cilindro: 2
Capacidade volumétrica: 248cc
Diâmetro e curso: 53,5 x 55,2 mm
Taxa de compressão: 11,5:1
Potência máxima: 24cv @ 8.500rpm
Torque máximo: 2,2kgfm @ 6.500rpm
Alimentação: injeção eletrônica
Partida: elétrica
Ignição: eletrônica transistorizada
Lubrificação: bomba - cárter úmido - com 2,4 litros
Embreagem: de molas helicoidais com múltiplos pratos em banho de óleo
Câmbio: 6 velocidades com engrenagem constante

Ciclística
Quadro: berço semi-duplo, aço
Caster/trail: 26º / 105mm
Freios: hidráulicos, duplo na frente, simples atrás
Pneus: 110/80-17 57H dianteiro, 140/70-17 66H traseiro
Ângulo de esterço: 36º para cada lado, total 72º

Dimensões
Comprimento: 2.145mm
Largura: 790mm
Altura: 1.255mm
Entre-eixos: 1.430mm
Distância mínima do solo: 165mm 
Altura do assento: 780mm
Peso/massa: 198kg (com tanque cheio)
Consumo mínimo: 40km/L @ 60km/h (piloto + garupa)
Consumo médio: 29km/L (rodoviário: piloto + garupa)
Diâmetro de giro: 2,7m
Reservatório de gasolina: 13 litros

Para quem ainda não viu a versão semi-carenada, também conhecida como GW250S, aqui vão as fotos. Lembrando que, até o momento, ambos os modelos "vestidos" ainda não estão disponíveis no Brasil.







6 comentários:

  1. É colega Waldyr... Você diz que não, mas não consigo ler seus posts sobre motos da Suzuki sem ter a impressão de que os mesmos são patrocinados. Eu conheço a qualidade das motos da Suzuki também e não gostaria/queria que a Inazuma viesse mesmo com preços das motos xing-ling, mas eu acho que deveria vir com um preço mais condinzente com a realidade do motociclista brasileiro (que compra moto 250) e com a realidade da própria Suzuki no Brasil. Como eu já disse antes em uma oportunidade anterior, deve-se levar em conta vários fatores na compra de uma moto e acho que o pós-venda (atendimento e peças) é um deles e na minha opinião, o pós-venda da suzuki está igual (senão pior) que o da Dafra. E a moto (novamente na minha opinião) nem oferece tanta coisa assim que justifique o valor a mais, se compararmos com NEXT ou FAZER.

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    1. Caro leitor,

      Eu tenho compromisso, antes de tudo, comigo mesmo, de procurar ser o mais imparcial possível, criterioso e técnico. Me desculpe se não tenho estado à altura do que espera de idoneidade. Mas tenho me esforçado para que não pareça um patrocinador de um produto quando me empolgo com as soluções de engenharia do mesmo, como aconteceu com as KTM recentemente, só para citar um outro exemplo. É um risco que a gente corre ao se expor. Eu aceito as suas críticas e vou procurar avaliar onde preciso evoluir. Esse blog é para aqueles que, como nós, são apaixonados por motocicletas e gostam de ler, além de ver. E essas paixões podem nos afetar e nos deixar levar pela emoção. Embora emoção seja um bom tempero na maioria das vezes, deixam o texto mais gostoso de ler. Desde que não tire a razão do caminho.

      Mas, por outro lado, se eu fosse patrocinado, o pessoal da Suzuki não ia ficar enviando matéria de moto que não vendem aqui no Brasil, não é mesmo? E eu tenho feitos várias críticas também, especialmente à JToledo. Várias das matérias que você lê aqui, eu mesmo garimpo “mundo afora”. Sou cadastrado em diversas marcas/fabricantes e tenho acesso a material técnico na Europa, Ásia e América do Norte, não dependo só do Brasil para publicar. Espero estar mais à altura nas próximas publicações.

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  2. Nao gostei do design da carenada e da semi carenada ( gosto é gosto né), mais admito que ela pode surpreender no quesito consumo e potencia. Geralmente as marcas ja conceituada aqui no Brasil (Suzuki, Honda Yamaha) quase sempre nao oferece nada em tecnologia em suas motos e quando colocam é porque vê que estão perdendo mercado, mais ai os valores são totalmente inviáveis, mais como grande maioria ainda leva em consideração na compra de uma moto o pós-venda, ai as CC líder aqui no Brasil vão colocando os preços nas alturas, mas com a chegada de novos investidores estrangeiros aqui Brasil espero que isso mude. Fato, as motos estrangeiras sempre ganham em tecnologias, design, desepenho, consumo, potencia, etc etc etc, mais perde no pós-venda. Então vamos esperar se a moto da suzuki vira para o Brasil e se o valor condiz com a tal. (Luciano A.)

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  3. Cara... desculpe se lhe ofendi, não foi a intenção. Eu gosto das suas publicações e acredite, visito seu blog pelo menos umas 5 vezes por semana, justamente atrás de novidades, e acho ruim quando não vejo novos posts. Tenho uma intruder 125 e estou a bastante tempo querendo pegar uma moto melhor, seja 250 cilindradas ou acima (já pensei várias vezes em comprar a NEXT mas quando vejo as reclamações da dafra, penso melhor). Aguardei muito o lançamento da inazuma, mas me decepcionei quando lançou, por causa do preço. Eu sou daqueles caras que cuidam da moto e gostaria sempre que possível colocar peças originais quando precisasse, porém, eu fico indignado com a uma única concessionária que tem na minha cidade, que não se esforça pra valorizar o produto que vende (também concordo com você que as motos da suzuki são diferenciadas). Já precisei da concessionária algumas vezes e o atendimento foi ruim. Fica a impressão que só valorizam aqueles clientes das "motonas". Precisei de um simples pneu traseiro pra a moto e não tinha, um simples retrovisor e não tinha, uma revisão - que custa o olho da cara, demora três, quatro dias pra devolverem a moto, e quando você pega a moto você vê que nem lavaram (fico até desconfiado se realmente verificaram o que tinha pra verificar na revisão), sem contar outras vezes. Hoje nem procuro mais a concessionária. Por um conjunto de fatores, penso que a Inazuma deveria ser pelo menos uns 4000 a menos. De que adianta dizer que tem um produto muito bom, mas que ninguém compra ?! Até hoje aqui nunca vi uma moto dessa sequer na rua. Agora estou eu novamente empolgado aguardando, com a chance de poder ter uma KTM (ou uma BN302), mas sinceramente, estou meio receoso dessa parceria DAFRA x KTM. Eu imagino se o pós venda da Dafra fosse decente, como estariam as vendas da Next. Mas enfim... eu não disse que seus posts eram patrocinados, disse apenas que em alguns momentos, tive essa impressão. T+ amigão

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  4. Gente, infelizmente a péssima qualidade do pós venda das concessionárias, de todas as marcas e de um modo geral, é uma regra. Mas há excessões. Quando precisarem se relacionar com o pós venda, procurem ser diplomáticos e fazer amizade com o pessoal do atendimento e mecânicos que, às vezes, até têm boa vontade, mas são mal treinados, quando o são. Não é problema nenhum você ter seu mecânico de confiança, esteja ele dentro ou fora de uma oficina autorizada. Mas saibam que já foi muito pior do que é hoje. As coisas melhoram muito lentamente. Ainda existe o empresariado preocupado exclusivamente em extorquir seus clientes, pois os vê como uma mina de dinheiro. Porém há aqueles que têm uma visão mais moderna, são mais bem formados, tratam os clientes da maneira correta. São esses que se darão bem no futuro.

    Em outro assunto, os preços só melhorarão se forem boicotados e os consumidores simplesmente não comprarem o que acharem injusto. Mas também a cultura de grande parte dos consumidores não é melhor do que o das concessionárias. A maior fatia do mercado aceita pagar um preço alto e ainda mais caro pelos juros dos financiamentos, que chegam a tornar um produto três vezes mais caro. O desejo se sobrepõe à razão, é por isso que investem tanto em propaganda, para lhe convencer a gastar com algo que você não precisa ou não pode comprar. A melhora do nível cultural do mercado é essencial para a melhora dos produtos e atendimentos. É isso que torna o país desenvolvido. Ih, tá parecendo discurso de político.

    Quanto à parceria Dafra e KTM, não se preocupem. Marcas como BMW e Ducati não estão tendo problemas em serem montadas pela Dafra, pois os processos são feitos dentro dos rigorosos padrões de qualidade de cada fabricante.

    E, por último, no final deste mês e no próximo teremos muitas matérias para publicar, pois ocorrerá o Intermot 2014, que é o salão de motos da Europa que reveza anualmente com o EICMA (ocorreu ano passado). Estes são os dois maiores salões do mundo. O Intermot é na Alemanha e o EICMA é na Itália. Este ano também promete boas novidades.

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  5. Acho uma ideia muito válida, apesar de muitas críticas, acho que seria muito interessante a Suzuki trazer uma moto dessas para o Brasil, eu, particularmente, compraria!

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